segunda-feira, 25 de maio de 2015

Meu amigo especial e diferente



MEU AMIGO DIFERENTE É MUITO ESPECIAL





Hoje se fala muito em educação inclusiva, sabemos que ela a educação especial dentro da escola regular e transforma a escola em um espaço para todos. Ela transforma a diversidade na medida em que considera que todos os alunos podem ter necessidades especiais em algum momento de sua vida escolar.
A educação inclusiva é um direito de todos e tem que ser , orientada no sentido do pleno desenvolvimento e do fortalecimento da personalidade.
Preservar a diversidade apresentada na escola, encontrada na realidade social, representa oportunidade para o atendimento das necessidades educacionais com ênfase nas competências, capacidades e potencialidades do educando.
Ao refletir sobre a abrangência do sentido e do significado do processo de Educação inclusiva, estamos considerando a diversidade de aprendizes e seu direito à equidade. Trata-se de equiparar oportunidades, garantindo-se a todos - inclusive às pessoas em situação de deficiência e aos de altas habilidades/superdotados, o direito de aprender a aprender, aprender a fazer, aprender a ser e aprender a conviver. (CARVALHO, 2005).
Para fazer a inclusão de verdade e garantir a aprendizagem de todos os alunos na escola regular é preciso fortalecer a formação dos professores e criar uma boa rede de apoio entre alunos, docentes, gestores escolares, famílias e profissionais de saúde que atendem as crianças com Necessidades Educacionais Especiais
A Educação inclusiva tem sido um caminho importante para abranger a diversidade mediante a construção de uma escola que ofereça uma proposta ao grupo (como um todo) ao mesmo tempo em que atenda às necessidades de cada um, principalmente àqueles que correm risco de exclusão em termos de aprendizagem e participação na sala de aula.
Além de ser um direito, a Educação inclusiva é uma resposta inteligente às demandas do mundo contemporâneo. Incentiva uma pedagogia não homogeneizadora e desenvolve competências interpessoais. A sala de aula deveria espelhar a diversidade humana, não escondê-la. Claro que isso gera novas tensões e conflitos, mas também estimula as habilidades morais para a convivência democrática. O resultado final, desfocado pela miopia de alguns, é uma Educação melhor para todos. (MENDES, 2012).



A relação dos alunos é muito importante para ajudar no desenvolvimento de todos. 
Busquei algumas crianças que convivam com crianças especiais em suas escolas e pedi que elas relatassem em forma de desenhos como são seu amigos.
Aí estão eles.
Esse desenho foi feito pelo aluno Arthur Gustavo de 7 anos que estuda na EMEB Alfredo Scarpelli, 
Ele disse que seu amigo é muito especial e se chama Thiago, ele conta também que o Thiago fica balançando o tempo todo de um lado para o outro e ele acha isso legal.

 

Esse desenho foi feito pela Náthally que tem 11 anos e estuda na Escola Professora Maristela Vieira, ela relata que seu amigo também fica balançando para frente e para trás, bate palmas o tempo todo, e que é um menino muito legal, mas ás vezes ele fica bravo, mas ela disse que quase não fala com ele, porque ele é muito quieto, então ele tem poucos amigos na escola.


Esse desenho foi feito pela Nathalia, ela tem 14 anos e também estuda na escola Maristela Vieira, ela conta que seu amigo especial, anda mancando de uma perna, pois existe uma bem menor que a outra, ele usa moletas e sempre precisa de ajuda para subir a escada, e todos sempre o ajudam, pois a sala dele não tem rampa de acesso.

Também entrevistei alguns educadores que trabalham com crianças especiais, ele relataram suas grandes dificuldades.

ENTREVISTA 
1. Nome:  Claudinei Julio
 Idade: 37 anos
 12 anos de docência com crianças especiais

2. Alguma motivação especial para optar em trabalhar com criança especial?
Sim, trabalhava no apoio antes numa escola para deficientes, trabalhei  mais de 5 anos no apoio, aprendi a gostar do que fazia, aprendi a amar essas crianças, foi o que me motivou.

3. O que é educação inclusiva para você?
É um aprendizado, porque ao mesmo tempo que você cuida de uma criança especial, ela também te ensina muita coisa.
Eu sou um professor aluno e ele é um aluno professor, eles me ensina muito também.

4. Quais os métodos que você utiliza para desenvolver cada criança.

Utilizo alfabeto móvel, imagem para facilitar a comunicação, já que cada criança tem um maneira diferente de trabalhar.

5. Que tipo de ação pode ser feita pelas autoridades, no sentido de tornar eficaz a inclusão do aluno com deficiência na escola?
Eles precisam ter vontade para fazer, no Brasil a inclusão tem que deixar de ser uma coisa meramente política, deixar de ser por puro interesse.

6. O professor está preparado para inclusão?
Não, ai é que entra o grande erro aqui no Brasil, países como a Itália que é uma referência, um modelo na educação inclusiva, quando ela implantou a politica de inclusão em suas escolas, ela capacitou todos os profissionais para trabalhar com crianças especiais. Não foi o que aconteceu no Brasil, simplesmente eles tiraram as crianças das escolas especiais e colocaram elas numa escola regular sem que houvesse um preparo para isso.

7. Quais foram os pricipais desafios que você enfrentou e enfrenta para lidar com estes alunos?
Foram muitos, mas uns dos principais desafios que enfrentei foi a Julia, cuidar dela, trabalhar com ela foi um grande desafio, porque ela era muito agressiva, ela mordia, batia. É uma criança que teve 3 tumores no cérebro, sendo que 2 foi retirado, mas 1 não pode ser retirado por inteiro, poi se encontra numa parte complicada, então foi retirado um pouco, mas ela sempre tem que ficar retirando um pedaço desse tumor na medida que ele vai crescendo.


Claudinei Julio, 37 anos há 12 anos trabalha com crianças especiais.